terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Rascunho Errado.


Depois, eu pergunto porquê, porque há tanta gente como esta. Epa, se ao menos pudessem mudar um pouco, um pouco que fosse, não estou a pedir que percorram os vinte e sete países da união europeia,  nem que voem sob os sete mares, mas qu ao menos mudem um pouco da sua forma para com o mundo.

Depois de já ter virado a página mais de cem vezes, volto a lê-la e relê-la, como se fosse o rascunho errado. Mas não, aí estava, eu era o rascunho errado. Eu tinha calhado nas mãos erradas, ou será que eu não estava à parte do mundo? Pois , só sei que eles , pintavam-me com cores alegres, como se me amassem, como se fosse tudo para eles, mas depois , a força do preto estava tão carregada , que gotas caiam sob a folha de papel com vários tons de azul.
A mágoa era tanta, que transbordava a folha, a tristeza era imensa que rasgava-a em mil pedaços frente e verso.  Mas depois, as palavras eram tão doces, descreviam tão lentamente um rosto sorridente, que eu não sabia se era mesmo aquilo, ou se estava a sonhar.
Eu corria sempre para aquele canto, detalhado, com mil maneiras, chorava, chorava, mas ninguém dava conta disso, porque simplesmente eu era um rascunho errado, eu era folha reciclada, eu era parte de um lixo. Para eles, eu aparecia e desaparecia do mapa, eu era tipo uma girl ghost  . Só precisavam de mim quando era caso de sucedimento, ou quando era caso de acontecimento. Mas o que poderia eu fazer para eles acreditarem em mim, se nem uma palavra minha diria o quanto eu os amo, o quanto os venero, e que apesar de não passarem de irmãs, são sempre da família? Às vezes enterrar-me seria a melhor solução. Mas depois voltam as palavras carinhosas, as carícias agradáveis. Mas cada passo em frente, era esgotado com mil palavras, que me acertavam de tal maneira no coração, que não aguentei, a depressão era tanta, a violência psicologicamente era tanta, que não consegui. Falavam comigo, com quatro pedras na mão, e eu sem mínima defesa, esgotava de alegria, porque era incapaz de me levantar, apenas rastejar.
Pois, eu nunca amei tanto ninguém, nunca desejei tanto ninguém, nunca lutei tanto por alguém, como luto por eles, porque afinal de contas, são o mais verdadeiro, que tenho na vida , e quando eles acabarem? Eu acabo também, completamente. Desulpem por todo o mal, e por tudo o que superei, e por tudo o que fiz que nem estava ao meu alcance. Eu venci milhares de batalhas, derrobei milhares de obstáculos, percorri milhares de mares, mas ainda não vos encontrei, pois o vosso coração esta bem la no fundo, pois esta difícil. Nunca pensei não conseguir chegar ao vosso coração e tocar naquele ponto fraco, pois vocês são mais fortes do que eu pensava. Por mais mil palavras que diga, sejam verdadeiras ou falsas, nunca vão ser o suficiente.
É aí que depois agarras em mim, amachucas com toda a violência, e fazes pontaria ao sexto, acertas, e é ali que eu fico para sempre, no lixo.
Mas quando se lembrarem de mim, sabem bem que eu ali estarei, sempre, de braços abertos, pois pais são pais, irmãs são irmãs, e quero que saibam que eu nunca amei tanto alguém como vos amo a vocês, porque vocês completam os pedaçinhos que faltam no meu coração.
Mas um dia isso vai acabar, e vou ficar feliz, sabem porquê? Porque deixaram em mim , o vosso bem precioso, eu sustentava vosso coração, aquela pedra preciosa que tanto procurava, quando finalmente a encontrei. Mas no fim? No fim, nunca passei de um rascunho errado, pois eu também, lá no fundo, eu gostava mesmo de vocês.



   Veronýca S.

2 comentários:

  1. Verónica,
    Não consegui ler todos os textos,mas gostei imenso do que li.
    Existem alguns erros a corrigir mas a qualidade da tua escrita e a beleza dos sentimentos expressos fazem-me perceber que a 'escrita' faz parte de ti, está no teu interior.Nunca a abandones.
    Big Hug!
    I am Ana

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  2. gostei (:

    adoro a música, é linda , como se chama ?

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