« one way » yap, isso mesmo, só isso procure « uma forma » de resolver tudo.
Uma forma de fechar os problemas em quatro paredes.
Simplesmente quero acabar com estes problemas que temos todos, porque eu nado neles. Eu afoguei-me milhares de vezes neles, e ninguém me ajudou. Até que chegou aquela pessoa que me salvou. Mas não conseguiu arranjar uma forma de resolver isto. Uma forma de acabar com isto, que nos mata cada vez mais. Eu caminhava por este longo caminho que nunca acabava, por cada pedra que recolhia, um problema afugentava-se na minha mente. Eu pura e simplesmente colava os olhos ao chão, e nunca erguia a cabeça com medo que um dia um dia um raio me fita-se os olhos. Já com feridas nos pés, metade da roupa, rastejava sob este chão, arenoso, e húmido, sem qualquer modo de comunicação, era apenas eu naquele mundo. Presa por pessoas infiéis à vida, presa por mãos de todo o tipo frustrantes que me mandavam ao chão vezes sem conta, que falsas vezes me ajudavam, mas atiravam-me novamente. Mas eu acreditava sempre. Eu caia na conversa delas sempre. Porque eu era uma miúda indefesa, sem pensamentos, pois eles mergulhavam em água passadas. Eu tentava encontrar um pensamento que fosse compatível com esta aterrorizante história formada na minha cabeça. Tentava olhar para o redor de mim, mas era frustrante ver aquelas mãos que me seguravam, mas traiçoeiramente me enganavam, outra vez, outra vez, outra vez e outra vez.
Eu indefesamente tentava evitar, mas algo me puxava para lá. Todos os anos repetia a mesma rotina, sempre a mesma coisa. E por mais vezes que tenha passado por aquele filme de terror, eu cometia o mesmo erro vezes sem conta, eu atirava-me aos pesadelos, e desmanchava os sonhos. Um dia perdi a conta. Um dia quis erguer a cabeça, mas essas mãos atiravam-na para o chão. Tinha já os olhos a arder, gostas de sangue a escorrer pelo rosto, mas nem um ser me ajudou. Eu resisti sozinha. Eu voltei a mergulhar naqueles pensamentos. Eu tentei lembrar-me de tudo o que já tinha passado. Eu vivi cinco mil milhões de anos, a mesma coisa. Já tinha passado por aquela estrada cinco mil milhões de vezes, aquelas mãos já me tinham “ajudado” e traído cinco mil milhões de vezes, e eu nunca me lembrava disso, porque santinha deixava passar tudo, como se eu fosse um túmulo de forças, como se superasse tudo e todos. Eu tentei mudar, porque todos os dias a mesma rotina, todos os dias a mesma faceta, todos os dias a sofrer mais um segundo, todos os dias a viver aquele momento sem me aperceber das vezes sem conta que já o tinha passado (…) todos os dias as mesmas palavras, um dia esgotamo-nos, um dia fartamo-nos de ser sempre igual, se não mudamos, acabamos por saber uma vida de cor. Pintava todos os dias essa mágoa vivida, essa tristeza, esse rancor guardado em partes de mim, que nunca se desfaziam, apenas se dimensionavam. Aumentavam, aumentavam e aumentavam cada vez mais.
Um dia (…) uma mão saltou primeiro que as outras, eu tentei resistir, mas peguei-a mais uma vez. Ela levantou-me, ergueu a minha cabeça, um raio passou a um centímetro de mim, mas não me atingiu, eu acreditei que aquilo era um milagre. Essa mão fez de mim a pessoa mais feliz do mundo. Aquela mão era única, aquela sim eu acreditava com todas as forças do mundo. Ela limpou as minhas lágrimas, ela ajudou-me a levantar em todos os momentos. Ela sim era verdadeira. Eu tinha medo, mas tinha de ser forte, tinha de enfrentar esse medo, temia de voltar a aquele mundo que me prendia a razões de vida desesperantes. Mas eu tinha de fazer aquilo, eu fiz força, eu mergulhei naqueles pensamentos, eu ia afogando-me mais uma vez, mas a mão estava lá, aliás, está e estará sempre lá (…) ela disse-me: “meu amor, isto passa. Isto não passa de umas meras e alucinantes águas passadas”.
Veronýca S.
(este texto é dedicado à minha segunda melhor amiga, inês labroinha :x)

Amo'Te ... Obrigada :D Terás sempre esta mão , aqui , para sempre ... Serão apenas àguas passadas ... Porque estas àguas não serão tristes como as outras *-* AMO'TE MELHOR AMIGA (L)
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