sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Eu não tenho medo!



É simplesmente isso, não tenhas medo. Segue em frente, nas tuas mãos tudo é possível, viver, morrer, nascer, não nascer. Ser o que és, ou o que não fostes, ou o que virás a ser. Eu não tenho medo, tomo as melhores medidas, olho em volta, para o mundo que casa dia matamos mais, mais, e casa vez mais, porque não matar-me a mim também? :o
Quero deixar tudo, quero por à parte os sentimentos, as preocupações, os problemas e atirar-me de um prédio de 57 andares. Voar, voar, voar, de modo a que ninguém saiba que sou, de modo a que me arranquem tudo o que tenho dentro de mim, e ser um simples e oco pau que qualquer um atira…
Darem-me 3 mil tiros, mas nem 3 sentir, seria entrar na água e queimar-me com o fogo que está apagado. É ilusões que vemos todos os dias, é as lendas que nos contam, são essas as ****** que nos contam todos os dias, e nos a deixar-nos levar sem qualquer sentido. É isso que vivemos todos os dias. Eu não tenho medo, simplesmente vivo uma morte. Sim, não? Eu vou continuar a viver esta semana, que na outra já estou morta. Vou limpar a minha decisão, e ler a minha história em todas as vidas que já estive. Não me ponham coisas na cabeça que eu sou aquilo que nunca fui, e vou ser aquilo que não fui. Conter a minha cabeça, não mais que cada palhaçada que saem todos os dias nos jornais, e na televisão. Eu até me pergunto a mim, só fiz sofrer a minha mãe, para quê lhe fiz sofrer, e ainda por cima, vai voltar a sofrer. Para quê nasci se sou apenas mais uma no mundo? Tanto sofrimento, tantas vivências, tantas mágoas, tantas mortes, o quê? Para quê? Foi mais um dos erros de deus? Não acredito. Estamos a passar por isso tudo para no final estaremos fechados entre quatro paredes de madeira, sem qualquer modo de respiração, sem qualquer personalidade, sem qualquer pessoa ao pé de mim.
Esperem lá, agora, agora é que penso, serei a única pessoa no mundo e estarei a sonhar que isto que vivemos todos os dias é verdade?! Não sei, não sei não! Belisca-me então, que eu quero acordar deste pesadelo que todos os humanos vivem em cada centímetro de o mundo chegar a morrer também. Estamos presos na vida, pois sofremos tanto, lutamos tanto, choramos tanto, para depois morreremos (...) Eu nem sei bem o nome deste planeta, mas sei que não podemos fazer tudo o que queremos,  tanta vigança, tanto trabalho se depois a vida vai acabar? Não, eu não tenho medo! Mas (…) Para que levaremos a vida tão a sério, se a vida é uma simples alucinante aventura no qual nunca sairemos vivos? Eu cá vou aproveitar a vida, que não sei bem o significado dessa palavra, mas vou aproveitar, pois se já fiz pessoas sofrerem, também posso torna-las felizes. Agora que nasci, vou acabar o que comecei, não digo que fui um erro no mundo, mas também não digo que isto tenha sido a melhor coisa que já fizeram.
E aqui caí, quando cheguei ao 1º andar. Mais uma vez, voltei a subir, mas passei do 57º andar, subi mais acima, lá no “além” da vida. Eu caí, pois não tenho medo !
                                                                                                                            Veronýca S.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Puro e inacabado sentimento...

  
Tudo começou num puro e inacabado sentimento...
   Quando pensei que tudo ia ser perfeito, ou talvez, mais que perfeito (...)
   Quando pensei que as palavras não iam magoar, ou um simples olhar ia atrair aquilo que sentia por ti.
   Foi um profundo sentimento, foi como se tivesse nascido naquele instante, não sabia de nada, único e simplesmente sabia que eu te amava com todas as forças que havia no mundo.
   Mas será verdade, para ser tão bom? Eu nem queria olhar para esse lado do caminho, prq ia achar que ia estragar tudo. Achar, pensar, estranhar, imaginar? Não, não vale mesmo a pena. Queria ser forte, e seguir em frente com aquela sorte que a vida me tinha dado. Mas só uma pessoa forte conseguia arrancar essa sorte, essa oportunidade, tal como eu não consegui, porque não olhei em mim, olhava para trás, e para a frente. Será? não, Foi? não, e porquê não é? Custava-me assim tanto viver o presente, o "é" da vida? Mas não, o vento puxava a vontade de olhar para o presente, e desprendia a delicadeza que tinha de olhar para trás e para adiante, para o "foi" e para o "será". Não, não quero o futuro, não quero o passado, apenas viver aquilo que estamos "supostamente" a viver. Para mim, estava morta. Nada valia mais que aquele ser "pequeno", aquele sorriso branquinho, aquele olhar que bloqueava meus olhos, aquela  vozinha suave e delicada. Sim, essa pessoa era pequena, muito pequena, mas pelo que conseguiu mostrar-me, pode chegar ao ponto mais alto do mundo. Aquela pessoa que conquistou meu amor, roubou minha alma, simplesmente, resgatou meu coração. Passava tudo, passava o tempo todo a trás, para poder viver aquele momento mais um vez, porque deixei as coisas irem em vão. Num abrir e fechar de olhos , tudo esvoaçou, tudo desapareceu, e eu fiquei isolada naquele mundo dramático, sem amor, sem possibilidades de vir a amar. Sentia-me presa pelas águas do mar, mas sentia que não era nada nem ninguém. Sentia que a água entrou em mim, ou melhor dizendo: "Entrei em pura água”. Naquele momento eu era a água, derrotando a areia da água, afogando-a por minhas mágoas, matando os seres do mar, com as estranguladas ondas que vinham do Equador (...) Eu naquele momento, simplesmente não quis acreditar que era aquela pessoa que dês fez o único e precioso ser , tinha tudo nas minhas mãos, e num simples tropeçar, derrubo tudo das minhas mãos. Eu quero, simplesmente, nesta pequena expressão sentimental, dizer a todos os leitores para não deixarem aquilo que mais amam, porque quando olharem para ela, já está para mais do além, já não vão ter nada nem ninguém. Avancem enquanto é tempo, que tudo é escasso, quando gostamos mesmo de uma coisa, devemos quere-la e agarra-la com força, para não a deixarem cair como eu fui, neste momento, porque nunca vão querer passar por aquilo que passei. Peço-vos que agarrem aquilo que têm e que amam, que quando vocês menos esperarem, vai-se embora sem deixar um único rasto (...).
   Vivam o presente, e esqueçam os erros que cometeram no passado, nem como será o futuro, porque o presente, vai completando aos poucos o futuro, quando deres por ti, já viveste esse momento da tua vida, e aí vais sentir-te a melhor pessoa do mundo. Querem mesmo aquela pessoa? Agarrem-na, dêem-lhe aquilo que têm para dar, porque ela não espera. O vento roubate-a . Só quero avisar a este leitores, que cometi o maior erro da minha vida, mas que não posso viver com ele para sempre, para não voltar a cometer este .
   Aquilo que eu amava com todas as forças, foi-se embora, e nunca mais voltou. Nunca mais a vou poder ter ao pé de mim, nunca vou poder sentir os seus lábios, nem poder tocar-lhe, nunca mais vou poder sentir seu cheiro, mas essa imagem vai viver presente sempre em mim, até morrer. Porque este puro e inacabado sentimento, nunca vai acabar!

                                                                                     Veronýca S.