quinta-feira, 19 de setembro de 2013

I didn't know I was lost!

They tell me I’m too young to understand, they say I’m caught up in a dream, well life will pass me by if I don’t open up my eyes, well, that’s fine by me. I tried carrying the weight of the world, but I only have two hands, I hope I get the chance to travel the world, but I don’t have any plans. I wish that I could stay forever this young,not afraid to close my eyes, life’s a game made for everyone, and love is a prize. So wake me up when it’s all over. when I’m wiser and I’m older. All this time I was finding myself, and I didn’t know I was lost.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Rastalife: Meu Deus nunca me falha!

Sempre rezei ao meu Deus, que algúm dia me casarei com um rastaman.
Sinceramente, sempre tive aquela sensação que mexe comigo desesperadamente quando vejo um rapaz com rastas. Acho que não é o fisico, não é a roupa, não é como fala, o olhar ou como caminha. Sim, essas são as qualidades que um rapaz tem que ter pra eu gostar dele, mas sinceramente, e retoricamente, acho que é mesmo o facto de ter rastas. Ou talvez amar o seu estilo de vida? Amo como vivem, amo a maneira como não se preocupam com nada, nem ninguém, amo como são difíceis. Mas calma, existem aqueles que têm, mas vivem uma vida normal. Aquela que eu vivo, e sim, eles fazem-me sentir aquela sensação. Mas na verdade não são esses.. Como ei de explicar, são aqueles que andam de cidade em cidade, aqueles que fazem pela vida, aqueles que amam o que fazem, e não têm vergonha de tal. Aqueles usam roupas diferentes, ou talvez as mesmas, mas dão-lhe aquele ar de velho, e usado. São aqueles pequenos pormenores que me deixam impresionada. Simplesmente amo o estilo de vida que levam, e talvez um dia, entre nele.. Talvez um dia o meu amor por um, corresponda, e entre nessa viajem louca. Oxalá!
Isto tem um pouco de história... na minha cidade, no verão, nos meses de Junho, Julho e Agosto, existem vários grupos de rapazes assim de outra cidade. Quando conheci os primeiros, tinha eu 13 anos, isto foi em 2011. A verdade é que amo tudo neles, e não sei explicar.
Sempre estive de olho em um, que por acaso não tinha rastas.
Com o passar do tempo, o meu Deus ouviu-me, e um veio-me falar.. fiquei impresionada, pois na verdade nunca pensei, mesmo! Essa amizade ficou sempre gravada na minha cabeça, nas recordações, e principalmente no coração. Infelizmente acabou o verão e fui-me embora, mas fui mesmo embora, mudei de país, e a verdade foi que fiquei muito triste, mesmo. Pensei que nunca mais ia saber deles, e que aqueles pequeninos momentos que passei com eles, iam ser só isso, momentos.
Passaram dois anos, e nunca me esqueci.
Voltei à minha cidade, e inesperadamente eles também! Estavam maiores e mudados, mas mesmo assim os reconheci, e o que me falou também, fiquei muito contente.
Mas triste também.
É incrível como em dois anos, tudo muda.. Como conhecem novas pessoas, e esquecem as velhas...
Já não lhes interessava como antes, e a verdade é que não hesitei. Fingi voltar a uma nova vida, é bom saber que se lembravam de mim, mas é triste passar por eles, e vê-los com outras amizades.
Eu sempre pensei: "tudo na vida devolve-se", ou "quando se fecha uma porta, Deus abre uma janela". 
E meu Deus nunca me falhou.
Um dia enquanto trabalhava na loja dos meus pais, passaram um grupo de 3 rapazes, que inesperadamente dois tinham rastas. Eu fiquei tão... nem sei que sentimento foi aquele, acho que era aquela sensação.. um deles, o mais bonito, ficou a olhar para mim, e o seu olhar foi tão profundo, que não tirei os meus olhos dos dele... olhei para o do lado, que me piscou um olho, e aí voltei ao mundo. Foi tão profunda a sensação que a minha mãe deu conta, e preguntou-me se os conhecia... Na verdade, nunca os tinha visto, mas sabia que não ia ficar por ali.
Espreitei para fora, e estavam com um grupo de raparigas e mais rapazes, fiquei um pouco fora da ilusão, pois, os meus olhos não me enganavam. Ou talvez sim...
Eles entraram na minha loja, e eu só me escondi. Perfeito! Pediram aos meus pais se podiam guardar a sua tenda na loja com as escusa de que iam dormir na praia, mas que tinham "calor", os meus pais disseram que sim.
Essa mesma noite, saí, só com uma única intenção.
Uma das coisas que nunca perco é a e por alguma razão é.. um deles veio-me falar!
Preguntou se podia levar a tenda, e obviamente não, já estava fechada, e não tinha essencia, ficaram com frio assim de repente?
Aí me dei conta, que o interesse não era só meu.
Ficamos a falar, ele e mais 3 amigos dele. Eram do Porto, falavam de uma maneira tão diferente, que destacou, de qualquer outro rapaz da cidade, eram tão desleixados, que ficava a observa-los muito detalhadamente, (e talvez muito apaixonadamente). 
Eram muito simpáticos, fumavam coisas que talvez não me agradassem muito, mas que marcavam a diferença. Que talvez por fazerem-nas, é que eu gostava mais deles, e não tem explicação mesmo. É uma coisa má, e não é moda, nem estilo, mas o facto de eles fazerem-no, fazia-me gostar mais deles, e acho que isso faz parte das suas vidas, e daquilo que eu realmente estou apaixonada.
É, é mesmo um estilo de vida, que se resume em uma palavra: "liberdade".
Eu fiquei mais ligada a um deles, falava-mos muito, ou talvez pouco, mas o suficiente. Demos umas voltas, e sentamo-nos a falar, passou um pouco da conversa, a outro mundo, talvez a conversa chegou a acções.
Ficamos em nos ver o Sábado que seguia..
No dia seguinte, ele foi à loja dos meus pais, "buscar" a tenda. E inesperadamente, preguntou por mim!
Contava as horas, até Sábado chegar, e deparei-me com a maior agonia. Não os encontrava por nenhum lado da cidade, eles tinham-me dito que iam a França, mas era daqui a um mês. Talvez nem tudo é como agente quer...
Fiquei triste, muito triste mesmo.
Nunca me esqueci do seu nome, nem da viagem ao outro mundo, mas uma vez que aprendes uma coisa, não a esqueces. "talvez ficarão só momentos, recordações..."
Mas viste? O meu Deus não me falhou, fechou-se uma porta à dois anos, e hoje, meu Deus abriu-me uma janela. Mas como disse, eu nunca perco a , e por isso acredito que acabou o verão e ele foi embora, mas Deus só fechou essa janela, porque fazia frio... não tarda ela abre outra vez, talvez com oportunidades, e quem sabe, vir-me a sorpreender outra vez, eu acredito, pois

meu Deus nunca me falha.



Mas (...)

Foi aqui que tudo começou, a Inês Labroinha e a Myriam Bordone, ajudaram-me a fazer "O abstracto da Palavra, mas (...)". A paixão de escrever começou à alguns anos ... Quando tinha apenas 7 aninhos. Era pequenina, mas as palavras são um sonho que quando entra.. em 99.99 % dos casos, não sai... Primeiro a inspiração foi-se e sinceramente não sabia o que escrever, "Mas (...)"  Enfim ... É como se diz: "quando vem , não volta a sair". Esta paixão da escrita, é apenas um sonho, um sonho onde existe um mundo, e este mundo é apenas meu, e talvez de aqueles que lêem  e conseguem entrar nele. Aqui mando eu, e aqui... no meu mundo da escrita, tudo é bom e simples! Como a música, a música, aquela que é cada vez mais parecida com a escrita.. Já está também à venda em inspiração...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Awkward.

Hola, depois de dois anos, aqui estou eu, de novo. Nestes momentos dificeis da minha vida, é que me faz falta voltar ao meu canto. Beijinho Bloggers x



                                                                                                                        Veronýca S.




terça-feira, 17 de maio de 2011

Metade de mim.


As coisas podiam ser mais fáceis. As coisas podia ser maravilhosas, num simples abrir e fechar de olhos. Mas não… não.
As coisas são tão complicadas, as coisas passam-nos na frente, como um vulto que inesperadamente nos arranca tudo, como um vulcão entrando em erupção.
Pra quê termos de nos amargar todos os dias, pra quê termos de nos odiar todos os dias, pra quê termos de nos sentir mal, se não valemos um simples olhar? Pra quê termos de nos olhar ao espelho a cada segundo, achando-nos gordas, feias e que ninguém gosta de nós, se no fundo, somos um ser humano como qualquer outro? Pra quê, largar tanta lágrima, se para eles nem uma vale, metade? Porque é que vivemos neste cubo de desesperos, neste mundo que nunca nos inabilitamos minimamente? Se tudo fosse como nos contos de fadas, mas não, tem de acabar exactamente com um final infeliz.
Tem de ter um desenvolvimento, cujo eu sinto-me frustrada, desesperada, num rumo sem saída, onde me tiram toda a felicidade, daí a ter um final infeliz.
Daí a toda a minha felicidade ser levada, por uma rajada mais forte que 7 mundos.
Daí a tudo o que tenho ser roubado e, goradamente me deparar com um mundo intrometido em  tudo o que é porcarias, em vez de ajudar naquilo que mais precisamos. Tenho uma intensa nostalgia de tudo aquilo que desenhei num papel, imaginando que iria sair para fora, tornando-se eficazmente realidade.
Uma memória inédita, que me deposita a cada segundo em maus pensamentos, em termos egoístas, em gotas prefacias num rosto morto, literalmente morto, sem qualquer sensação de vida, sem qualquer comunicação para o mundo.
São nestes momentos, que para mim, tudo acabou, tudo foi por água abaixo, que tudo se despediu de mim, sem uma razão, e porquê. São nestes momentos que me apetece pegar em tudo e jogar ao chão, pegar no carro, e com as lágrimas esborratando a maquilhagem, furiosamente, com pensamentos frios, sem qualquer modo, conduzir pela estrada fora, desligada ao mundo lá fora. Estacionar numa zona, calma, sem nada nem ninguém, apenas ouvindo-se o rastejar das folhas, roçando no chão, e o vento infiltrando-se pelo rosto, causando-me constantes arrepios, e o cheiro a Outono, o cheiro a folhas vermelhas e amarelas. O “plim” da água a ser perfurada por uma pedrinha atirada…
Depois deitar-me no Outono, e olhar para o céu limpo, sem qualquer nuvem. Fechar os olhos, e ouvir somente o silêncio. Ouvir a natureza, aquela que melhor nos compreende. Ouvir o barulho de mar para sudeste. Os pássaros que voam de um lado para outro desesperados por alguma coisa. As abelhas que trabalham arduamente de flor em flor, os esquilos que trepam qualquer arvore, descascando qualquer bolota. O cãozinho, correndo de um lado para o outro, com a língua de fora, suspirando, e pedindo por mais…
E eu, deitada, sem saber o que fazer, olhava em redor, e temendo que aquilo tudo, se votasse a repetir.
Porque me fazes isto, se eu amava-te? Porque me traís desta maneira, se eu fiz tudo o que pude, e o que estava ao meu alcance para poder dar certo? Porque é que dizes tanta coisa, para no fim só fazeres uma? Porque é que me acaricias, se por trás o que mais quereres é largar-me? Porque troças de mim, se no fundo amas-me? Será por eu levar a tua luz e o teu aroma na minha pele? Porque me fazes isto, se eu apenas queria um sempre? Custava-te assim tanto dar-me um sempre? Se tudo tem um fim, qual era a de dares-me um sempre, o nosso sempre iria ter o se fim, porquê?
Ela é mais bonita, é isso. É mais magra, tem mais corpo que eu, mas porquê? Sou invisível? Para não me dares sequer um sinal de vida?
Depois é aqui que tudo muda, é aqui que volto à mesma rotina. Olhando-me ao espelho, com olhos borrados, caindo-me pelo rosto as lágrimas pretas da fúria e entristecimento do passado, que surge constantemente nas minhas mãos, sem me deixar libertar.  É o medo de cair, é outra coisa. É a voz do vazio debaixo de nós, que nos atrai e nos envolve, é o desejo da queda do qual nos defendemos aterrorizados.
Corre-me no sangue, o desespero de ter tudo aquilo que quero, o desespero de ter o devido apoio dos meus pais, em qualquer decisão que tome. Ter os amigos sempre de lado para ajudar, não como são eles hoje em dia, F-A-L-S-O-S. E falo de TODOS, sem pormenores, até ao melhor amigo, hoje se pode chamar falso, porque o que elas e eles fazem é por interesse, e não por saber se está bem ou mal.
Diria, que devidamente à pura falsidade que nos corre no sangue, tornamo-nos todos uns terroristas que só ambicionam e não pretendem ganância de amar.
Não invejo o voo, nem o ninho da andorinha, sou como o vento que caminha, eu somente sinto o Caribe que me desvela. Com as tuas paisagens criei história, nos meus sonhos irei pelos mundos de Deus, e as tuas recordações ao entardecer, farão mas curto o caminho e, nas tuas praias ficou a minha miudês. Queria subir bem lá no alto, deparar-me com o céu, e dizer-me, que tudo o que vivi, foi um erro.
Dos montes só quero a imensidão e do rio a aquarela. Mas de mim? De mim, tu, não queres nada, apenas distância. As tuas carícias, e palavras carinhosas, marcavam-me detalhadamente, que eu imaginei um futuro, ao teu lado, sendo este impossível, mas imaginei-o.
Os momentos de perfeição passaram, e agora só me restam memórias, porque todos sabíamos que um dia, este dia ia chegar. Mas nunca imaginei sê-lo desta maneira.
As tuas palavras foram tão ingénuas, as tuas orações destacavam-se incorrectamente em qualquer pensamento, principalmente no meu. As tuas palavras, acertaram-me amargamente, de tal maneira no coração, que eu não aguentei.
Dei por mim, e estava outra vez, temendo que isto se volta-se a repetir, invejando o trabalho das abelhas, a alegria dos cãezinhos, a convivência dos pássaros, a energia dos esquilos, ouvindo o silêncio nunca encontrado, a tranquilidade jamais voltara a habitar a minha mente, estava mergulhando em pensamentos semeados por ti, estupefacta sem saber onde me ir meter, ou enterrar.
Pra não falar da ajuda que temos em casa, dos sacrifícios que fazemos para que confiem em nós, pra que os irmãos nos amem, como nós realmente amamos, para que acreditem que sou capaz de receber a mão e dar o braço, para que acreditem finalmente no verdadeiro amor que tenho por vocês… Mas são todos os dias, vocês nunca pensam em nós, vocês dizem que é para o nosso bem, mas bem, é o que eu não tenho. Se calhar seriamos mais felizes, se prestássemos sempre primeiro à família, e depois aos trabalhos,  porque lá por seremos crianças, também temos sentimentos, também temos vontade de dizer: “mamã, eu amo-te, papá, eu nunca te vou abandonar” ; mas a confiança é tanta que vocês nos dão, que eu não sou capaz de o dizer, não com medo da reacção, mas sim com esperanças que vão viram a cara quando estiver a dizer a frase, e no fim dizerem: “sim filha” como se tivessem ouvido, mas no fundo, não ouviram nem uma única palavra!
Ninguém tem noção de todas as ideias que já nos passaram pela cabeça, quando nos deparamos com situações destas. Fugir de casa, cortar-se, matar-se, desligar-me completamente ao mundo lá fora, e criar o meu próprio mundo (…) tantas coisas!
Mas como eles nunca querem saber, nem sequer perguntam.
Quando comecei a ter mais ou menos noção das coisas, pensei que os nossos pais fossem uma caixinha que nos acompanhava, e nos ditava cada passo da vida, sempre, e ainda hoje tenho esperanças que venhas ter comigo, e dizer-me: “e que tal um joguinho de mesa? Ou então um jogo de cartas? Que preferes?” ; ou então mesmo chamares-me para a mesa, sentarmo-nos a ter uma conversa de raparigas, namorados, coisas da adolescência… ainda aqui estou eu à espera desse momento… mamã, quando vem esse momento? Eu sei, que os filhos não são a única preocupação, mas nós estamos aqui! Ainda me lembro de quando queria algo, e puxava a manga da minha mãe enquanto ela falava com alguém dizendo: “mama, mama, mama, mama” … sentiam-me um ser tão pequeno, que cruzei as mãos, foi a gota de água, não pude evitar as lágrimas, comecei a correr com uma velocidade, e escondi-me. Fiquei à espera que vise os meus pais entrar em desespero à minha procura, mas os minutos passavam, e nada. Não pude aguentar, até me dirigir a um guarda, já com a cara feita em buracos de tanto chorar, informaram que ali estava eu, uma menina perdida.
O coração nunca tinha batido tanto quando pensei que nunca mais iria ver os meus pais… o desespero foi tanto que comecei a dar socos em mim… eu queria besliscar-me, e acordar deste pesadelo.
Nas ondas do calor, via-se os meus pais, a correr para mim, o brilho dos olhos deles, fizeram-me acreditar que eu estava ali, que era uma vez na vida um ser humano para eles, e não um objeto.
De novo, aqui estou eu, com 20 anos, puxando a manga da minha mãe, dizendo: “mãe, mãe, olha pra mim se faz favor, mãe, mãe!” e tu, nem ai…
Desisti.
Decidi ser só eu, e concentrar-me naquilo que tinha exactamente de me concentrar: tu.
Mas já nem me fazia tanta diferença, tu partiste, deixando-me de coração nas mãos, deixando-me despedaçada criando novos oceanos, passando e repassando uma história perdida.
Eu fiz exactamente aquilo que devia ter feito à mais tempo, como quando estamos no Messenger e nos aborrecemos de lá estar, de ver os mesmos amigos todos os dias, falar das mesmas coisas, ver as mesmas misérias de nick’s, que por vezes pode-nos destroçar por completo carregamos em: “Sair deste local” e finalmente aparece: “Verónica Vieira acaba de ficar offline” é isso mesmo, como estou cansada de ver a mesma faceta todos os dias, fazer o circulo repetitivo, uma rotina que cumprimos diariamente, um ritual exageradamente exagerado todos os dias, chegamos à conclusão: não cansa?
Neste caso vai ser:” VERÓNICA VIEIRA ACABA DE FICAR OFFLINE PARA O MUNDO”.
E agora, só vos digo uma coisa: se um dia tiver que naufragar, e o tifôn romper as minhas velas, enterrar o meu corpo junto a vocês, minhas estrelas!
E a outra metade de mim? Talvez quando aparecer…
Veronica Vieira acaba de iniciar sessão.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Rascunho Errado.


Depois, eu pergunto porquê, porque há tanta gente como esta. Epa, se ao menos pudessem mudar um pouco, um pouco que fosse, não estou a pedir que percorram os vinte e sete países da união europeia,  nem que voem sob os sete mares, mas qu ao menos mudem um pouco da sua forma para com o mundo.

Depois de já ter virado a página mais de cem vezes, volto a lê-la e relê-la, como se fosse o rascunho errado. Mas não, aí estava, eu era o rascunho errado. Eu tinha calhado nas mãos erradas, ou será que eu não estava à parte do mundo? Pois , só sei que eles , pintavam-me com cores alegres, como se me amassem, como se fosse tudo para eles, mas depois , a força do preto estava tão carregada , que gotas caiam sob a folha de papel com vários tons de azul.
A mágoa era tanta, que transbordava a folha, a tristeza era imensa que rasgava-a em mil pedaços frente e verso.  Mas depois, as palavras eram tão doces, descreviam tão lentamente um rosto sorridente, que eu não sabia se era mesmo aquilo, ou se estava a sonhar.
Eu corria sempre para aquele canto, detalhado, com mil maneiras, chorava, chorava, mas ninguém dava conta disso, porque simplesmente eu era um rascunho errado, eu era folha reciclada, eu era parte de um lixo. Para eles, eu aparecia e desaparecia do mapa, eu era tipo uma girl ghost  . Só precisavam de mim quando era caso de sucedimento, ou quando era caso de acontecimento. Mas o que poderia eu fazer para eles acreditarem em mim, se nem uma palavra minha diria o quanto eu os amo, o quanto os venero, e que apesar de não passarem de irmãs, são sempre da família? Às vezes enterrar-me seria a melhor solução. Mas depois voltam as palavras carinhosas, as carícias agradáveis. Mas cada passo em frente, era esgotado com mil palavras, que me acertavam de tal maneira no coração, que não aguentei, a depressão era tanta, a violência psicologicamente era tanta, que não consegui. Falavam comigo, com quatro pedras na mão, e eu sem mínima defesa, esgotava de alegria, porque era incapaz de me levantar, apenas rastejar.
Pois, eu nunca amei tanto ninguém, nunca desejei tanto ninguém, nunca lutei tanto por alguém, como luto por eles, porque afinal de contas, são o mais verdadeiro, que tenho na vida , e quando eles acabarem? Eu acabo também, completamente. Desulpem por todo o mal, e por tudo o que superei, e por tudo o que fiz que nem estava ao meu alcance. Eu venci milhares de batalhas, derrobei milhares de obstáculos, percorri milhares de mares, mas ainda não vos encontrei, pois o vosso coração esta bem la no fundo, pois esta difícil. Nunca pensei não conseguir chegar ao vosso coração e tocar naquele ponto fraco, pois vocês são mais fortes do que eu pensava. Por mais mil palavras que diga, sejam verdadeiras ou falsas, nunca vão ser o suficiente.
É aí que depois agarras em mim, amachucas com toda a violência, e fazes pontaria ao sexto, acertas, e é ali que eu fico para sempre, no lixo.
Mas quando se lembrarem de mim, sabem bem que eu ali estarei, sempre, de braços abertos, pois pais são pais, irmãs são irmãs, e quero que saibam que eu nunca amei tanto alguém como vos amo a vocês, porque vocês completam os pedaçinhos que faltam no meu coração.
Mas um dia isso vai acabar, e vou ficar feliz, sabem porquê? Porque deixaram em mim , o vosso bem precioso, eu sustentava vosso coração, aquela pedra preciosa que tanto procurava, quando finalmente a encontrei. Mas no fim? No fim, nunca passei de um rascunho errado, pois eu também, lá no fundo, eu gostava mesmo de vocês.



   Veronýca S.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Fruto de Imaginação.

(...) e eu, nem aí (...) não passavam de ilusões, lendas ou até sonhos parcialmente tornados realidade. Eu tinha apenas 10 anos, quando caí na realidade, e porque não? Não deixam de ser seres, porque não? Isto é então, racismo.
Não aceitaremos o facto de serem "vampiros", mas quem sabe, um dia poderás vir a tornar-te num deles.
Quem sabe se isto não começou com uma simples conversa. Eu nasci assim, com os dentes bicudos, com uma aterrorizante mente, e sempre que me olhava ao espelho não via nada mais que um ser humano. Eu decidi então ir à floresta, arejar, ou encontrar o fruto da minha imaginação, mas era frustante ver os bichinhos a morrerem, era frustante ver um leão morder um veado, e porquê naquele sítio? porque é morte certa? porquê no pescoço? porque dói mais ? então, porquê? era frustante ver como não aceitam as coisas como elas são. Então eu revoltei-me. Com um punhal de pensamentos revoltossos na minha cabeça, excedi-me ao máximo, e voltei a ver o meu rosto relusente ao espelho, onde cada lágrima valia um sentimento. Abri a boca, apreciando os meus dentes bicudos e assustadores, por alguma razão era assim, eu tinha de dar inicio, ou quem sabe continuidade ao meu fruto de imaginação, eu tentei tornar-me um deles, porque aquela imagem frustante não me saia da cabeça. Eu tentei então tornar-me um deles, voltei ao meu ponto de partida , eu com uma forte tentação, caçei aquele bicho e mordi-lhe exactamente naquele sítio. Eu não estava em mim, eu não queria acreditar que tinha feito aquilo, mas alguma coisa me impedia de parar, eu estava possuída por um vulto imaginário que me prendia às tentações, e quando dei por mim, desatei a chorar , eu não queria aquilo, mas eu visto que me tornei um deles continuei. Eu estava sem rumo, só aquelas chamas na minha cabeça davam um sinal de vida. Eu estava a ser controlada, eu, não era "eu". Dei-me levar a acreditar que estava num poço infinito, que eu quis aquilo, eu criei um ser. Eu fiz um ponto no Universo. Eu vagueava por todas as zonas do mundo, descubrindo os meus dons, dado certa altura que era mais rápida, mais forte, que um ser humano. Eu lia os pensamentos das pessoas, sendo bons, e maus. Eu podia ajudar aqueles que mais precisavam, eu era fria, poderosa.
O tempo foi passando, quando já tinha eu 30 anos "humanos" pois eu era sempre aquela, eu era aquela menina pequenina com 10 anos. Eu era uma fera, resultante de uma frustante imaginação, eu acima dos sete mares. Mas eu, voltei a ver-me ao espelho, eu chorava sangue, pela qual nunca quis. Eu tinha os dentes fortes, ainda mais do que aquilo que de última vez que tinha visto. Eu era perigosa. Eu abri os olhos, eu não era aquela pessoas que começei, eu dei por mim e fazia parte daquilo que eu mais odeava , ver aqueles bichinhos a morrerem , sendo atacados direccionalmente no pescoço. Eu nunca quis aquilo, mas tinha de aceitar o facto de ter criado uma nova era.
Eu deitei-me na cadeira, olhei fixamente no espelho e pensei: "Será uma lenda, apenas fruto da minha imaginação, ou eu tornei-me mesmo isto, um monstro?".

(Leitores, os vampiros não são monstros, nós é que os vemos assim, eles têm um coração de amor, tanto como de pedra. Eles são como nós, simplesmente vêm as coisas de outra maneira, pois eles conseguem alcança-la.)

                                                                                   Veronýca S.